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    Notcias do Setor

    Temporada brasileira de cruzeiros ser mais longa e ter navio extra
    20/09/2019 - Folha de So Paulo


    A próxima temporada de cruzeiros na costa brasileira, que vai do fim de novembro até meados de abril, vai ser maior que a de 2018 e terá um navio a mais.
     
    Sete embarcações farão viagens pelo país, contra seis na estação passada. O cruzeiro Sinfonia, da MSC, é o novato. Com capacidade para receber até 2.600 pessoas, ele fará roteiros de Santos a Montevidéu e a Buenos Aires.
     
    Nessa rota também será possível embarcar durante a parada na cidade de Itajaí (SC), porto que volta a ser usado neste ano após ter sido abandonado por problemas estruturais.
     
    "Os navios cresceram e não dava mais para operar ali", afirma Marco Ferraz, presidente da Clia (Associação Internacional de Cruzeiros) no Brasil. Uma obra finalizada em agosto permitiu o retorno das embarcações ao local.
     
    Serão ao todo 928 dias de temporada, de acordo com a Clia, que soma o tempo de viagem dos navios para chegar ao resultado. Trata-se de um acréscimo de 10% em comparação com a última estação (841 dias no país).
     
    A Costa Cruzeiros, por exemplo, vai aumentar a sua temporada em 22 dias. Isso vai ampliar o seu número de embarques, apesar de a empresa trazer duas embarcações, a mesma quantidade de 2018.
     
    A companhia vai trabalhar com os navios Pacifica e Fascinosa, com capacidade para 3.800 pessoas cada um. O primeiro parte do Rio de Janeiro para Buenos Aires e Montevidéu, enquanto o segundo começa a viagem em Santos e vai para a bacia do rio da Prata e também para Salvador.
     
    A Costa fará ainda um roteiro de Páscoa, algo raro no país. A viagem de oito noites começa em 6 de abril, em Santos, com destino a Montevidéu e Buenos Aires. 
     
    Com tudo isso, a empresa será a última a deixar a costa brasileira. Em 20 de abril, o Fascinosa parte do Recife em direção a Gênova, na Itália.
     
    A estação também será marcada pelo retorno do Seaview, da MSC, que passou por aqui em 2018 e é o maior cruzeiro que já esteve no país. A embarcação, que tem capacidade para 5.300 hóspedes, viajará só pelo litoral brasileiro, a partir de Santos e de Salvador.
     
    A MSC traz outros dois navios para o Brasil, além do novato Sinfonia e do Seaview.
     
    O Fantasia, para 4.300 pessoas, vai partir do Rio de Janeiro e de Salvador para viagens pelo litoral do sul e do sudeste e também para a Argentina e para o Uruguai. Já o Poesia, para até 3.200 viajantes, sairá de Santos também rumo ao Uruguai e à Argentina. 
     
    O sétimo navio a operar na temporada é o Pullmantur Soberano, fretado pela CVC. Os pacotes, vendidos apenas pela operadora, são no sistema all-inclusive (bebidas e refeições). A embarcação comporta 2.733 hóspedes e a partidas acontecem em Santos, Salvador e Recife. 
     
    A estação vai marcar o terceiro período consecutivo de crescimento da indústria de cruzeiros no Brasil, que ainda se recupera da forte queda registrada entre 2012 e 2017. 
     
    O país chegou a receber 805 mil viajantes nos anos de 2010 e 2011, o auge dos navios turísticos por aqui. Em 2016 e 2017, foram 358 mil.
     
    A expectativa para esta temporada é chegar a pelo menos 490 mil, segundo Ferraz, da Clia, o que representaria uma alta de 6% em relação ao número de viajantes embarcados no último ano. 
     
    Mas isso ainda é pouco, de acordo com Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura. Em entrevista ao UOL no início do mês, ele disse querer aumentar para 40 o número de cruzeiros na costa brasileira até 2022. 
     
    "Acho 40 um pouco de exagero, mas temos potencial de vendas para ter mais navios. Já tivemos 19 em temporadas anteriores", afirma Orlando Palhares, gerente de produtos marítimos da CVC.
     
    Palhares acredita que é preciso apostar em quem nunca fez um cruzeiro. De acordo com pesquisa da Clia, no último ano, 52% das pessoas que fizeram viagens do tipo eram estreantes. 
     
    Para Ferraz, a meta do ministro é ambiciosa porque as empresas preparam as temporadas com bastante antecedência —a de 2020 e 2021 já está planejada—, o que dificulta um grande salto no número de embarcações em um futuro imediato. 
     
    "Mas se fizermos algo neste ano que torne o Brasil mais competitivo em infraestrutura, regulação e impostos, poderemos atrair mais cruzeiros para 2021 e 2022", afirma.
     
    NAVIO PARA 6.000 PASSAGEIROS VIRÁ AO PAÍS EM 2020
    As reservas para a temporada de 2020 e 2021, que terá o "novo maior navio", serão abertas no final deste mês. 
     
    A MSC trará ao país o Grandiosa, para 6.300 viajantes, que será inaugurado em novembro na Alemanha.
     
    Ele vai superar o Seaview, da mesma empresa, como o maior cruzeiro turístico a navegar pela costa brasileira. 
     
    Um dos destaques é um telão de LED de 90 metros de comprimento, no teto de uma área que funcionará como centro comercial e social. 
     
    A Costa também vai adicionar uma embarcação ao seu portfólio, o Luminosa, para 2.800 passageiros, que terá embarques em Salvador, Rio de Janeiro, Santos, Itajaí, Montevidéu e Buenos Aires. 
     
    "Ele vai permitir que a gente continue crescendo", afirma Dario Rustico, presidente-executivo da Costa Cruzeiros para a América do Sul e Central. 
     
    A companhia tem barcos maiores no exterior, mas, para Rustico, falta infraestrutura para trazê-los ao país.
     
    "É difícil fazer paradas no Brasil com um navio para mais de 4.500 passageiros, mas cada empresa tem sua estratégia."
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