Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários
e das Empresas Transportadoras de Contêineres

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    Notícias do Setor

    Funcionários dos portos vigiavam droga até embarque, diz delegado da PF sobre esquema de tráfico internacional
    11/10/2017 - G1


    A participação de funcionários de portos era fundamental no tráfico internacional de cocaína investigado nas operações Oceano Branco e Contentor, da Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, afirmou a PF. De acordo com a polícia, eles vigiavam a droga até o embarque. Nesta terça-feira (10), 56 pessoas foram presas. Quatro seguiam foragidas até a noite desta terça.
     
    As ações fazem parte de investigações que já levaram à apreensão de mais de 10 toneladas de drogas no Brasil e Europa. A maioria dos suspeitos foi presa temporariamente e preventivamente, e outras em flagrante, porque, segundo a polícia, estavam com armas de calibre restrito ou drogas no momento da prisão. As operações foram feitas nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro.
     
    Suspeitos e esquema
    "A participação dos funcionários dos portos era posterior à colação da cocaína nos contêineres e está relacionada a vigilância da droga no interior dos pátios dos terminais portuários até o embarque do contêiner no navio e aí o segmento da rota normal", afirmou o delegado da PF Fábio Mertens.
    Entre os suspeitos, estão motoristas de caminhão, despachantes aduaneiros, funcionários dos portos e de armazéns, além de traficantes.
     
    "Essa droga entrava aqui principalmente via área, através de aviões bimotores e monomotores adaptados que conseguem transportar até 600, 700 quilos de cocaína. Ingressavam em território nacional, pousavam em pequenos aeroclubes com pistas de pequeno porte e aeroclubes pouco movimentados. Essa droga era retirada dos aviões, colocada em veículos e estocada", disse o delegado da PF Alessandro Vieira.
    Depois, os caminhões iam para os armazéns, onde a droga era colocada dentro dos contêineres, junto com as com cargas legalizadas. A polícia diz que os exportadores não tinham relação com as drogas e que a participação de alguns funcionários dos portos foi fundamental.
    Prisões e apreensões
    De acordo com a PF, até a noite desta terça, as prisões e apreensões foram as seguintes:
    Operação Oceano Branco
    31 presos
    3 foragidos
    apreensão de: armas, veículos de luxo, documentos, documentos falsos, bolsas esportivas similares a apreendidas anteriormente com cocaína, lacres de contêiner e dinheiro em espécie
    Operação Contentor
    25 presos
    1 foragido
    apreensão de: armas, veículos de luxo, dois quilos de cocaína, aproximadamente R$ 10 mil, U$ 98 mil e 13 mil euros em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos
    Em Joinville, no Norte catarinense, carros de luxo foram apreendidos em uma revendedora. A PF acredita que os sócios estejam envolvidos no esquema do tráfico. A polícia ainda investiga se a loja era usada para a lavagem de dinheiro. Também foram sequestrados veículos em residências de investigados.
    Três foram presos em Santos, no litoral paulista. Em João Pessoa, dois foram detidos. Em Recife, um homem foi preso.
     
    Segundo a Polícia Federal, as prisões foram necessárias porque alguns dos envolvidos têm grande poder aquisitivo e poderiam sair com facilidade do país, e outros poderiam interferir nas investigações.
    Os nomes dos presos não foram revelados pela polícia, mas foi confirmado que há grandes empresários e funcionários dos portos envolvidos.
    Os suspeitos poderão ser indiciados pelos crimes de tráfico e associação ao tráfico internacional de entorpecentes, falsificação de documentos e uso de documentos falsos.
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